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Archive for Maio, 2009

Entrevista resumida


Aqui vou postar o resumo simplificado das respostas dadas pela Governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT-PA) à CartaCapital.

Para você entender o enredo, o estado do Pará possui uma enormidade de terras griladas, conflitos rurais, terras invadidas, terras reintegradas, tudo isso após anos de descaso, no caso dos 12 últimos, descaso PSDBista que não fez nenhum concurso para polícia militar em 9 anos. Dentre essas terras, esta a fazenda Espírito Santo, da Agropecuária Santa Bárbara de propriedade de Daniel Dantas. Ela foi invadida pelo MST e recentemente foi palco de um confronto à bala entre seguranças da fazenda e militantes, que foram os únicos feridos. O PIG (Partido da Imprensa Golpista) noticiou que o Grupo Opportunity tinha um mandato de reintegração de posse. Fato negado pela Governadora, pois as terras estão bloqueadas por suspeita de grilagem. O PIG mostrou um documento fornecido pela advogada do Grupo que era de uma fazenda a 100 km de lá. Fato comprovado pelos procuradores da República que viram o número do processo e conferiram que aquele documento nada tinha haver com a fazenda Espírito Santo. Êta imprensinha ridícula. Mesma imprensinha que noticiou que jornalistas e a advogada do Grupo Opportunity tinham sido usados como ‘escudo-humano’ pelos sem terra. Fato desmentido pelo jornalista Vitor Haor, da TV Liberal, que confirmou que foi levado de avião à fazenda Espírito Santo pela própria advogada do Grupo e que nunca foi mantido em cárcere privado pelos sem terra como noticiou o PIG.

Acredito que o MST é um movimento ‘burro’ que se deixou iludir por pessoas que usam o movimento para interesses próprios e abriu espaço para criminosos manterem suas identidades ocultas por traz da bandeira do movimento. Acredito que a causa é justa, pois o latifúndio é proibido pela Constituição Federal, mas os fins não podem justificar os meios utilizados por eles. Mas esse é um assunto que merece um holofote exclusivo.

CartaCapital: De que maneira o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh se aproximou da senhora para interceder pelo Opportunity?
Ana Júlia Carepa: O Greenhalgh é um companheiro antigo. Ele telefonou de São Paulo, e disse que precisava falar comigo, que viria a Belém, em janeiro de 2008. Eu falei “pois não, meu companheiro”. Quando ele chegou, percebi que tinha vindo com Rodenburg (Carlos Rodenburg, do Opportunity). Fiquei surpresa.

CC: Qual foi a sua reação?
AJC: Eu me virei e disse a Rodenburg: “Já o conheço de situações bem menos confortáveis”. Eu o conhecia da CPI dos Correios, ele estava lá acompanhando o Daniel Dantas, a quem desafiei muitas vezes. Mesmo assim, seguimos para a residência oficial e fomos almoçar.

CC: Havia mais alguém nesse almoço, além de vocês três?
AJC: Sim, o meu então chefe de gabinete, João Cláudio Arroio.

CC: O que Greenhalgh e Rodenburg queriam?
AJC: Eles queriam “vender” a imagem da empresa (Agropecuária Santa Bárbara) e reclamar que tinham recebido uma notificação de crime ambiental. Perguntaram se era uma coisa específica para eles. Eu disse que não, pois a certificação ambiental é obrigação de todo mundo. Greenhalgh queria saber especificamente sobre esse documento, do qual o governo do Pará não abre mão. Disse que o documento seria mantido. Disse que o estado exige de qualquer empreendedor que trabalhe dentro da legalidade, e por isso mesmo houve a notificação.

CC: Por qual razão o ministro Gilmar Mendes ligou para a senhora?
AJC: Queria saber como é que estavam sendo feitas as reintegrações de posse. Ele foi educado, e eu respondi que as reintegrações estão sendo feitas depois de eu ter encontrado o estado com 173 mandados de reintegração, herdados do governo anterior (do PSDB). Então, expliquei para ele que, ao assumir o governo, fizemos também uma ação de paz no campo, justamente nessa região de Xinguara (onde fica a fazenda de Dantas), elogiada pelos produtores rurais da região.

CC: O que mais ele quis saber?
AJC: Sobre o efetivo policial do estado. Falei que Pará está com a força policial completamente defasada. Nos governos do PSDB (que duraram 12 anos), foram dez anos sem concurso para a Polícia Militar. Estou reconstruindo o estado. Não posso abandonar a segurança nas cidades para cumprir mandados de reintegração de posse de forma aleatória.

CC: Ele disse por que queria saber dessas coisas?
AJC: Não, e nem eu perguntei. O governador do Amapá (Waldez Góes, do PDT) estava, por coincidência, do meu lado, numa audiência. Ouviu tudo que eu falei.

CC: O ministro Gilmar Mendes já havia ligado antes para a senhora?
AJC: Nunca havia ligado antes. Nem ligou depois.

CC: Algum ministro do STF já havia ligado para a senhora para colher informações do estado? Isso é uma praxe?
AJC: Não, nunca tinha ouvido falar nisso. Para mim, foi a primeira vez que isso aconteceu.

CC: A senhora se sentiu cobrada pelo ministro Gilmar Mendes?
AJC: Ele me “cobrou”, entre aspas. Eu senti que ele foi acionado por alguém para me pedir informações. Tive essa sensação.

CC: E quem teria acionado o presidente do STF?
AJC: Aí não posso dizer, não posso afirmar.

CC: Foi antes da ação judicial impetrada pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), não?
AJC: Ela entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Pará, em março, logo depois do telefonema (de Mendes), não demorou muito tempo, não. Depois, entrou com outro pedido, de intervenção federal, na Procuradoria-Geral da República.

CC: O que mudou, exatamente?
AJC: No momento em que entra um grande grupo econômico, a gente sente a diferença. Na hora que o MST ocupou as terras desse grupo (Opportunity), a senadora passou para o ataque frontal. Depois, soubemos da declaração do deputado Abelardo Lupion, anunciando que conflitos iriam acontecer no estado do Pará. Ele foi acompanhado do deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitar a presença da Força Nacional no estado. Dali a três dias, no dia 18 de abril, a advogada do Opportunity levou jornalistas de avião à fazenda de Dantas e aconteceu aquele conflito. Está no depoimento do jornalista da TV Liberal (Vitor Haor, que confirmou ter sido levado de avião à faz da Espírito Santo, e também nega ter havido cárcere privado e ter sido usado de “escudo humano” pelos sem-terra).

CC: A senhora acha que o conflito foi premeditado?
AJC: Eles anunciaram antes que haveria o conflito e levaram os jornalistas de avião. Infelizmente, os sem-terra acabaram sendo funcionais para esse grupo. Foram provocados e acabaram aceitando a provocação, porque Dantas tenta posar de vítima nessa situação. O que se está tentando fazer é passar a imagem de que o estado do Pará não toma providências, que somos lenientes. Ora, antes de acontecer o conflito, tínhamos prendido vários sem-terra armados.

CC: A senhora está sendo pressionada a usar de violência?
AJC: Eles (a oposição) têm saudade desse expediente. O grupo que governou o estado do Pará por 12 anos provocou o massacre de Eldorado dos Carajás (ocorrido em 1996, quando19 sem-terra foram mortos pela PM paraense). Agora, estão doidos para que aconteça de novo.

CC: Há como erradicar os conflitos de terra no Pará?
AJC: Os conflitos agrários no Pará são históricos, mas eles têm decrescido de uma forma evidente. O estado foi o campeão de diminuição de mortes no campo, em 2007.

CC: Como é o diálogo com o MST?
AJC: A gente dialoga com o MST, mas não é um diálogo fácil. Eles fazem essas coisas, acabam sendo funcionais para o grupo de Dantas. Recentemente, tivemos de abrir um processo contra um dos líderes do MST no estado, pois ele disse na televisão que iria comandar uma invasão de terra e que não iria sobrar nada, nem uma árvore, nem para fazer remédio. Não posso ficar inerte diante de alguém fazendo uma incitação como esta.

CC: A terra do Grupo Opportunity é grilada?
AJC: Parte dela com certeza é. Eles adquiriram áreas já griladas. Minha obrigação como governadora é combater as ilegalidades todas. Não posso combater só ilegalidades do MST. E é isso que incomoda, sobretudo a esse grupo, que tem muita força em alguns setores da imprensa. Dantas já tinha as terras, ele não comprou as terras no meu governo. O meu governo é que questionou a legalidade de parte dessas terras. Queremos retomar essas áreas.

CC: Havia a possibilidade de cumprir o mandado de reintegração de posse da fazenda de Dantas?
AJC: Aí é que está. Não existe mandado de reintegração de posse para a fazenda Espírito Santo, em Xinguara. O mandado que eles mostraram na televisão era para uma fazenda em Marabá, a 100 quilômetros de lá. A Vara Agrária de Redenção, que poderia ter expedido o mandado de reintegração, jamais se pronunciou a respeito. Aliás, o juiz dessa vara, Líbio Araújo de Moura, foi o mesmo que bloqueou os títulos de terra de toda aquela área, para estancar a grilagem na região, em janeiro passado. Mas o Opportunity criou esse factoide. A procuradoria do Estado é que descobriu isso. Os procuradores viram o número do processo e conferiram. Além do mais, nem poderia ter mandado, porque o título da terra está bloqueado.

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Na terça-feira, 19 de maio, fui até Santo André e quando viajo sozinho tenho o hábito de ouvir rádios apenas de notícias. Estava ouvindo a rádio CBN e foi quando ouvi o Heródoto Barbeiro contar que existe uma lei de trânsito que diz explicitamente que quando qualquer órgão público fizer o recapeamento de uma via ou uma nova via este órgão só pode liberá-las se elas estiverem em conformidade com as leis, e isso inclui a sinalização horizontal. Essa lei é o Código de Trânsito Brasileiro, onde, em seu Art. 88, caput, consta o seguinte:
Art. 88. “Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança na circulação.”

Para quem dormiu nas aulas de CFC, sinalização horizontal é a pintura na via. Faixas, guias, sinalização de parada, velocidade, faixa de pedestres, estacionamento, tudo deve estar pintado. Mas não é exatamente o que vemos por aqui e em todos outros lugares que freqüentamos. Disse Heródoto que os órgãos públicos quando procurados alegam dificuldades burocráticas para a execução das pinturas no mesmo dia, e com esse argumento desrespeitam a lei colocando a vida de motoristas e pedestres em risco. Porém cansamos de ver vias que há mais de seis meses estão sem sinalização.

Aqui em Amparo a situação das vias públicas é vergonhosa, e sobram exemplos de vias recém recuperadas ou novas sem sinalização em Amparo. Falta fiscalização. Falta interesse na busca pela informação. Sobra omissão.

Sobra omissão dos próprios órgãos públicos responsáveis pela questão, que deviam trabalhar inteligentemente para buscar alternativas em resolver a desculpa da burocracia. Se o próprio órgão público está fora da lei, que moral ele tem para autuar infratores?

Os meios de comunicação também não são diferentes, pois não investigam e não questionam por que está se desrespeitando a lei. Você pode pensar que esse não é um grande problema que mereça essa minha ‘revolta’, mas lei é lei. Todas as leis devem ser respeitadas pelo cidadão e pelos órgãos públicos. Mas do jeito que as coisas vão, parece que nem todos pensam assim.

As Normas de Trânsito não obrigam os candidatos à motorista a comprovarem habilidade para andar em estradas. Dirigir não é apenas saber mudar a marcha sem precisar olhar para o câmbio. Como é possível alguém conseguir tirar carta de motorista mesmo não sabendo regras básicas para andar no trânsito como:

– andar na faixa da direita quando estiver em baixa velocidade;

– manter-se à esquerda se for virar à esquerda e manter-se à direita quando for virar a direita;

– NÃO FECHAR CRUZAMENTO (se não tem espaço pra você depois do cruzamento, não cruze, pois você vai ficar parado no meio impedindo outras pessoas de cruzarem);

– quando for fazer retorno ou entrar em bairros que precise atravessar a mão contrária a sua na estrada, AGUARDAR NO ACOSTAMENTO para evitar acidentes e resguardar a própria vida (você não vai gastar mais gasolina por isso, pode ter certeza). Como exemplo fica a entrada do Jd. Nova Era e o ‘ninho de rato’ que é o cruzamento, no meio da curva, na entrada do loteamento Vale Verde;

– NÂO ESTACIONAR EM FILA DUPLA como em frente à farmácia em frente à Praça Pádua Sales, bares, e em frente às escolas. Essas, aliás, deveriam seguir o exemplo de escolas de São Paulo que usaram a inteligência para criar uma faixa de ‘pit-stop’ com sinalizações horizontais e cones em frente o portão da escola, onde os carros não podem ficar parados mais que 20-30 segundos, trazendo mais segurança aos alunos e desafogando o trânsito. Os pais entram em fila indiana e param os carros e os filhos já estão atentos para entrar no carro e seguir em segurança.

Sobra omissão dos órgãos competentes pela fiscalização, omissão que também acontece quando tais órgãos não conscientizam eficazmente a população pedestre em RESPEITAR O SINAL DE PEDESTRES, pois os carros respeitam o sinal, e quando estão liberados pelo sinal verde, se vêem reféns de um tempo mínimo para atravessar o cruzamento e pedestres que ‘desfilam’ sob o sinal de vermelho para pedestres. A obrigação de educação de trânsito é relatada no Art. 24, inciso XV do Código de Trânsito Brasileiro. Será preciso alguém morrer para o respeito ser de todas as partes? Vai ser terrível para o motorista que, sem culpa, matar. Mas ele vai estar protegido pela lei.

A lei que só vai ser aprendida e respeitada depois da tragédia. Será necessário?

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É muito triste saber que uma pessoa desistiu de seu sonho. Talvez seja cansaço. Cansaço de nadar contra as ondas do ‘povão rebanho’, que é tratado como gado, levados pra lá e para cá, feliz apenas por ter carnaval e futebol. Cansaço de ver um país parar uma semana para lotar as ruas em carnavais e trios elétricos, mas nunca ver o país parar apenas por um dia por uma causa justa. Cansaço de ver tanta ignorância e tanta falta de vontade de ver as coisas melhores. Cansaço de ver que a sua luta está sendo esvaziada pela ignorância causada pela falta de educação e interesse em saber das coisas que estão fazendo com o seu país e o seu dinheiro. Cansaço de ver que o povo se contenta com os serviços públicos e instituições caindo aos pedaços, moralmente e fisicamente, pois ninguem mostra o seu descontentamento. Saiam às ruas! Façam alguma coisa! Deixem de votar! Comece a escrever como eu! Qualquer coisa! Mas pelo menos faça alguma coisa!

Antes que mais desistências aconteçam. Inclusive a minha.

A seguir, a história recente do nosso país contada pelos olhos de alguém que se cansou de tentar alertar-nos dos males de nosso país:

“quarta, 04 de fevereiro de 2009 às 12:59

A despedida

Quando escolhi o Brasil como lugar definitivo da minha vida, optei também pelo jornalismo. Existe uma indissolúvel conexão entre as duas atitudes. E explico. Até o golpe de 1964, fui jornalista com séria dedicação profissional. De alguma forma mercenário, no entanto.

Diga-se que, depois da renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961, quando a pressão militar só permitiu a posse de João Goulart, sucessor constitucional, ao forçar a adoção do parlamentarismo, eu ficara de sobreaviso. Mas o golpe se deu também sobre a minha alma e motivou minhas escolhas definitivas.

Entendi que fosse meu dever praticar o jornalismo em um país submetido à ditadura imposta pela classe dominante com a inestimável ajuda dos seus gendarmes, e que se uma única, escassa linha da minha escrita sobrasse para o futuro, teria conseguido conferir um mínimo de importância à minha profissão. Faço questão de sublinhar que não agia desta maneira pelo Brasil, e sim por mim mesmo.

Quarenta e cinco anos depois, vivo uma quadra de extremo desalento, em contraposição às grandes esperanças alimentadas durante a ditadura. Logo frustradas pela rejeição da emenda das eleições diretas após uma campanha a favor que honra o povo brasileiro. Fez-se, pelo contrário, a conciliação das elites, nos exatos moldes previamente desenhados pelo general Golbery do Couto e Silva. A aposta do Merlin do Planalto estava certa e vale até hoje.

Fez-se a conciliação para eleger Fernando Collor e para derrubá-lo. E novamente para eleger Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998. A Carta aos Brasileiros assinada por Lula foi uma tentativa de aparar arestas antes do pleito de 2002, aparentemente mal-sucedida, por ter convencido um número bastante diminuto de privilegiados. A conciliação veio depois da posse, a despeito do ódio de classe que até o momento cega a mídia.

A mim, que estou de olhos escancarados, a Carta convenceu por considerá-la sincera. Naquela época, não cansei de definir Lula como um conciliador desde os tempos da liderança sindical. No governo, contudo, ele foi muito além das minhas expectativas. Ou, por outra: deu para me decepcionar progressivamente.

O balanço de seis anos de Lula no poder não é animador, no meu entendimento. A política econômica privilegiou os mais ricos e deu aos mais pobres uma esmola. Há quem diga: já é alguma coisa. Respondo: é pouco, é uma migalha a cair da mesa de um banquete farto além da conta. O desequilíbrio é monstruoso. Na política ambiental abriu a porta aos transgênicos, cuidou mal da Amazônia, dispensou Marina Silva, admirável figura, para entregar o posto a um senhorzinho tão esvoaçante quanto seus coletes.

A política social pela enésima vez sequer esboçou um plano de reforma agrária e enfraqueceu os sindicatos. E quanto ao poder político? O Congresso acaba de eleger para a presidência do Senado José Sarney, senhor feudal do estado mais atrasado da Federação, estrategista da derrubada da emenda das diretas-já e mesmo assim, graças ao humor negro dos fados, presidente da República por cinco anos.

Outro que foi para o trono, no caso da Câmara, é Michel Temer, um ex-progressista capaz de optar vigorosamente pelo fisiologismo. Reconstitui-se o “centrão” velho de guerra, uma das obras-primas da conciliação tradicional. Enquanto isso, o Brasil ainda divide com Serra Leoa e Nigéria a primazia mundial da má distribuição de renda, exporta commodities, 55 mil brasileiros morrem assassinados todo ano, 5% ganham de 800 reais pra cima. E 2009 promete ser bem pior que pretendiam os economistas do governo.

Houve, e há, justificadíssima grita quanto às privatizações processadas no governo FHC. E que dizer do BNDES que empresta aos bilionários para armar a BrOi, a qual (é uma modesta previsão) acabará nas mãos de ouro de Carlos Slim? E que dizer da compra pelo governo de 49% das ações do Banco Votorantim à beira da falência?

Em um ponto houve melhoras sensíveis, na política exterior. E aí vem o caso Battisti. Até este serve ao propósito da conciliação, a despeito das críticas bem fundamentadas da mídia.

O ministro Tarso Genro disse em Belém que a favor da extradição de Battisti se alinham os defensores da anistia aos torturadores da ditadura, “com exceção de Mino Carta”. Agradeço a referência, observo, porém, que o ministro cai em clamorosa contradição. Não foi ele quem, em rompante que beira a sátira volteriana, sugeriu à Itália baixar uma lei da anistia igual àquela assinada no Brasil pelo ditador de plantão?

Talvez o ministro não saiba que enquanto no Brasil vigorou o Terror de Estado, na Itália houve uma gravíssima e fracassada tentativa terrorista de desestabilizar um Estado democrático de Direito estabelecido desde o fim do fascismo.

Se eu digo que o Festival de Besteira assola o País desde a época de Stanislaw Ponte Preta, e que se o ministro merece o Oscar do Febeapá, ao menos o professor Dalmo Dallari faz jus a uma citação, recebo as mensagens ferozes e as agressivas admoestações de centenas de patriotas. Pois não é bobagem (sou condescendente) dizer que na Itália dos anos 70 estava no poder um governo de extrema-direita, ou que se Battisti for extraditado, de volta ao seu país corre até risco de vida? Ou afirmar que Mestre e Milão, norte da península, são muito distantes, quando entre as duas cidades há menos de 200 quilômetros? Sem contar que, como me levam a observar vários frequentadores do meu blog, Battisti foi o autor do homicídio de Mestre e apenas o idealizador daquele de Milão.

Está claro que o ministro Tarso não erra ao dizer que a mídia nativa está sempre a agredir o governo de Lula, e contra esta forma desvairada de preconceito CartaCapital tem se manifestado com frequência. Ocorre que, ao referir-se à extradição negada a mídia está certa, antes de mais nada em função dos motivos alegados, a exibir ao mundo ignorância, falta de sensibilidade diplomática e irresponsabilidade política, ao afrontar um estado democrático amigo.

De todo modo, Battisti transcende sua personalidade de “assassino em estado puro”, segundo um grande magistrado como o italiano Armando Spataro, para se prestar a uma operação que visa compactar o PT e empolgar um certo gênero de patriotas canarinhos.

Isto tudo me leva a uma conclusão desoladora, embora saiba de muitíssimos leitores generosos e fiéis: minha crença no jornalismo faliu. Em matéria de furo n’água, produzi a Fossa de Mindanao, iludi-me demais, mea culpa.
Donde tomo as seguintes decisões: despeço-me deste blog e, por ora, calo-me em CartaCapital.

Creio que a revista ainda precise de minha longa experiência profissional, completa 60 anos no fim de 2009. Eu confiei muito em Lula, por quem alimento amizade e afeto.

Entendo que o Brasil perde com ele uma oportunidade única e insisto em um ponto já levantado neste espaço: o próximo presidente da República não será um ex-metalúrgico com quem o povo identifica-se automaticamente. Conforme demonstra aliás o índice de aprovação do presidente, cada vez mais dilatado.

Vai sobrar-me tempo para escrever um livro sobre o Brasil. Talvez não ache editor, pouco importa, vou escrevê-lo de qualquer forma, quem sabe venha a ser premiado pela publicação póstuma.

Mino Carta.”

Quando e como iremos mudar tudo isso??

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Cidadãos abandonados

Aqui vou começar uma série de posts que, pelo jeito como as coisas vão, vai ter vida longa. Hoje, na minha caminhada matinal por volta das 8h30min, tive grande dificuldade para atravessar o semáforo do cruzamento da Unimed, pois o semáforo que tem 3 fases mais 4 travessias de pedestres estava com defeito, apenas piscando o sinal amarelo. Não preciso nem dizer a zona que estava lá em pleno horário de muito movimento, mas mesmo assim não vou deixar passar em branco o que vi. Uma senhora com carrinho de bebê quase foram atropelados por um carro, que também se via perdido num cruzamento sem dono.

Liguei para a Guarda CIVIL Municipal e fui informado que eles já sabiam da ocorrência, e que uma viatura com agentes de trânsito ficariam ali organizando o tráfego apenas em ‘HORÁRIO DE PICO’. Indaguei o servidor PÚBLICO que se aquele horário não fosse de pico, então qual seria? Foi então que ele me informou que uma viatura seria enviada ao local em instantes.

Continuei minha caminhada e momentos depois vi uma viatura da GCM passando perto do posto Miragem, mas minutos depois recebi uma ligação de meu pai pedindo para eu voltar pra casa pra ajudá-lo com minha avó que precisava ir fazer um exame, e foi quando me surpreendi ao ver que a viatura, se parou, ficou muito pouco tempo por lá.

Fui até minha casa e após ajudá-los, voltei a ligar para a GCM e confesso que, por ter ficado meio ‘nervoso’, acabei esquecendo de perguntar o nome do servidor PÚBLICO que me atendeu, mas a segunda ligação foi entre 9h40min – 9h55min. Voltei a questioná-lo sobre o problema, e acabei desabafando um pouco de minha revolta com aquele que tive a oportunidade, dizendo a ele que a Guarda CIVIL Municipal tem a palavra CIVIL no meio para mostrar que ela deve cuidar das PESSOAS, coisa que eles estavam se omitindo. Respondeu-me que agentes de trânsito foram enviados ao local, e após analise, decidiram que não era necessária a intervenção da Guarda naquele caso. Não contente o servidor PÚBLICO quis saber qual o meu local de trabalho. Foi quando saí do sério.

Questionei a ele por que a Guarda CIVIL Municipal precisa saber onde trabalho? Ela precisa saber apenas que sou um cidadão amparense que paga os seus impostos e que deve ser atendido por aqueles que devem resguardar as vidas dos cidadãos amparenses. Disse que a GCM deve ter o papel de conscientizar a população e não apenas multá-la, cuidando também de espaços públicos, questões de transito como a citada, da integridade física e moral dos cidadãos e demais direitos, bem como fiscalizar os seus deveres de acordo com a lei, não se restringindo apenas às ações de repercussão na mídia (se esse for o caso, serei o primeiro a abrir espaço para a corporação quando ela atender com educação a população).

Por fim, o servidor PÚBLICO me informou que a ligação estava sendo gravada para minha proteção e dele também, e que as atitudes que seriam tomadas eram apenas as informadas por ele anteriormente, e que se eu quisesse que comparecesse pessoalmente a sede da GCM para fazer uma reclamação ao Comandante Gustavo Armelini. Não contente, desligou o telefone na minha cara.

Acho que vocês podem imaginar como me senti. Completamente abandonado.

Ora, a responsabilidade desta situação não seria da Prefeitura? Analisando o artigo 24 do CTB obtemos a resposta: Art. 24. “Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: I – cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições; II – planejar, projetar, regulamentar e OPERAR O TRÂNSITO DE VEÍCULOS, DE PEDESTRES E DE ANIMAIS, E PROMOVER O DESENVOLVIMENTO DA CIRCULAÇÃO E DA SEGURANÇA DE CICLISTAS; III – IMPLANTAR, MANTER E OPERAR O SISTEMA DE SINALIZAÇÃO, os dispositivos e os equipamentos de controle viário; (…)”.

Foi então que voltei ao cruzamento e fiz o vídeo que segue abaixo. Reparem que logo no início do vídeo, um pedestre empurrando uma bicicleta quase foi atropelado por uma moto. Na seqüência a comprovação da ‘zona’, onde carros quase batiam para conseguir atravessar, e no fim do vídeo um senhor atravessando a rua completamente abandonado pelos sistemas de segurança de pedestres.

Após ver o vídeo, você concorda com o servidor PÚBLICO que analisou a situação e julgou não necessária a intervenção do agente de trânsito no local?

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A Arte do Barulho


Esses dias tenho escutado o novo CD do Marcelo D2, que nos últimos lançamentos buscava a ‘batida prefeita’, mas deixava um pouco de lado o senso crítico e a esperada língua afiada. Neste novo CD, D2 volta ao velho e bom estilo ‘metralhadora giratória’ mirando os alvos que já sabemos o por que. Nele conseguiu unir a ‘procura pela batida perfeita’ ao já conhecido estilo combatedor do antigo Planet Hemp. Vale a pena comprar. Abaixo segue alguns trechos de algumas músicas para leitura e reflexão:

Desabafo:-
“Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso desta vida, preciso demais desabafar…”

Eu já falei que tenho algo a dizer, e disse
Que falador passa mal e você me disse
Que cada um vai colher o que plantou
Porque raiz sem alma, como o flip falou, é triste

A minha busca é na batida perfeita
Sei que nem tudo tá certo mas com calma se ajeita
Por um mundo melhor eu mantenho minha fé
Menos desigualdade, menos tiro no pé

Andam dizendo que o bem vence o mal
Por aqui vou torcendo pra chegar no final
É, quanto mais fé, mais religião
A mão que mata, reza, reza ou mata em vão
Me contam coisas como se fossem corpos,
Ou realmente são corpos, todas aquelas coisas
Deixa pra lá, eu devo tá viajando
Enquanto eu falo besteira, nego vai se matando

Então:
Deixa, deixa, deixa
Eu dizer o que penso desta vida
Preciso demais desabafar

Ok, então vamo lá, diz:
Tu quer a paz, eu quero também,
Mas o estado não tem direito de matar ninguém
Aqui não tem pena morte mas segue o pensamento
O desejo de matar de um Capitão Nascimento
Que, sem treinamento, se mostra incompetente
O cidadão por outro lado se diz, impotente, mas
A IMPOTÊNCIA NÃO É UMA ESCOLHA TAMBÉM
DE ASSUMIR A PRÓPRIA RESPONSABILIDADE
HEIN?

Que cê tem em mente, SE É QUE TEM ALGO EM MENTE
Porque a bala vai acabar ricocheteando na gente
Grandes planos, paparazzo demais
O que vale é o que você tem e não o que você faz
CELEBRIDADE É ARTISTA, ARTISTA AQUI NÃO FAZ ARTE
LAVA A MÃO COMO PILATOS ACHANDO QUE JÁ FEZ SUA PARTE
Deixa pra lá, eu continuo viajando
Enquanto eu falo besteira nego vai, vai

Então deixa…
Deixa,deixa,deixa
Eu dizer o que penso dessa vida
Preciso demais desabafar

Fala sério:-
“(…) Todos tiveram quinze minutos por aqui
O que no RAP a gente chama de wannabe
Wannabe: você querer ser o que não é
O que nos olhos de Garrincha é tudo zé

ZÉ-POVINHO, QUE ENTRA NA FILA PRA SER DRIBLADO
ACHA QUE FAZ PARTE DO JOGO E FICA SOSSEGADO
ATÉ ENTRA NA GUERRA, MAS NÃO ESCOLHE O LADO
O TÍPICO LARANJA QUE É USADO!

FALA SÉRIO, COMO CONSEGUE DORMIR SOSSEGADO?
FALA SÉRIO, VIVER SEM DEIXAR NENHUM LEGADO
NÃO QUERO CULTURA INÚTIL, QUERO ALGO DE VERDADE
SABEDORIA, DIVIDIR E NÃO REPARTIR A CIDADE.

Quero o sorriso daqueles que não sorriram
Que foram esculachados e tratados como lixo
É, que a maioria daria um livro por dia,
Sobre arte, honestidade e sacrifício

Como é que pode, ein?”

Pode acreditar:-
(…)
Então, pensa
Dois moleques ali sentados
Tramando contra o mundo e jogando um carteado

FALAR DE QUÊ? LUTAR CONTRA QUEM?
CHEGAR COM PÉ NA PORTA E NÃO DAR MOLE PRA NINGUÉM
Imagina só o fim da repressão
você falar de maconha e de liberdade de expressão
DE UM LADO O BANDIDO
DE OUTRO A POLÍCIA
AGORA JÁ ERA, TÁ NA MÃO DA MILÍCIA
NÓS AVISAMOS DOS PORCOS FARDADOS (aqueles que usam da corporação pra praticarem crimes)
MAS NEGO É BURRO
BURRO, CONTINUA VOTANDO ERRADO
(…)”

Minha missão:-
“Quando o tempo fecha
O melhor às vezes
É sentar e esperar passar

Pois nada como levantar e ir a luta
Porque a vida é curta
Não posso bobear

[refrão]
Pensei mais de uma vez,
Tentando encontrar
Às vezes falta o chão
Isso não vai me derrubar
São pedras no caminho
Em prol da evolução
A tempestade passa
E tudo volta ao seu lugar

A minha missão é vir cantar canções
E provar pra você que esse mundo é seu
E não importa o quanto duro ele for
E se te fez balançar quando ele te bateu
Eu sei que a vida não tá fácil amigo
É levantar a cabeça e seguir em frente
Tu já ouviu o velho ditado que diz,
A vida é simples, simples!
Quem complica é a gente
E a terapia eu sempre fiz com rimas
Bota a raiva pra fora e levanta a auto-estima
Correr na frente sempre e nunca atrás
Orgulho de si mesmo e do trabalho que faz

[refrão]
Pensei mais de uma vez,
Tentando encontrar
Às vezes falta o chão
Isso não vai me derrubar
São pedras no caminho
Em prol da evolução
A tempestade passa
E tudo volta ao seu lugar

Pensei, pensei, agi, corri, sofri a tempestade
Passa sim e a luz depois volta a brilhar
E essa ilumina o meu caminhar
Eu sei que não é fácil irmão
Nem tudo vem na nossa mão
E sabe quando isso vai mudar, não
Pensa ou
Deixa rolar, vai

[refrão]
Pensei mais de uma vez,
Tentando encontrar
Às vezes falta o chão
Isso não vai me derrubar
São pedras no caminho
Em prol da evolução
A tempestade passa
E tudo volta ao seu lugar

Eu amo, também odeio
Igual a todos
E não corro mais atrás
Do ouro dos tolos
Nem todo mundo é igualzinho a gente
Se tá perdendo paciência,
Bola pra frente
Se tá bom, eu quero mais
A tristeza eu jogo pra traz
As vezes acho que me afundo na massa
(Está em casa)
Sou da esquadrilha da fumaça, né
A gente não sabe do jeito que vai ser julgado
Se ajoelha, se arrepende, acha que não vai ser cobrado
POR ISSO QUE A GENTE TEM UMA MISSÃO A CUMPRIR
NÃO TÁ LIGADO PORRA, QUE QUE CÊ TÁ FAZENDO AQUI?
ESCOLHA ATRÁS DE SUAS INSEGURANÇAS
FAZ O PAPEL DE COITADO E ACHA QUE O MUNDO VAI TER PENA
SE TÁ RUIM PODE MELHORAR
SE NÃO MELHORAR (FODA-SE), MAS FAÇA ALGO QUE VALHA A PENA

[refrão]
Pensei mais de uma vez,
Tentando encontrar
Às vezes falta o chão
Isso não vai me derrubar
São pedras no caminho
Em prol da evolução
A tempestade passa
E tudo volta ao seu lugar

É isso,
Na veia ainda corre aquele sangue de skatista
Se cair eu levanto, levanto, levanto, levanto, levanto, levanto
Tento de novo até acertar, até acertar
O mundo é nosso parceiro,
o mundo é nosso
Então vai, vai, vai”

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Nota rápida 5

Está entrando em discussão no congresso a aprovação de uma lei que permitiria brasileiros repatriarem, ou apenas declararem, dinheiro guardado no exterior. Quem repatriasse pagaria 3% de imposto de renda. Quem declarasse sem repatriar pagaria 6%.

O Governo não se importa em saber de onde vem o dinheiro, desde que não seja ilegal ou de organizações criminosas. Isso seria facilmente driblado se for declarado em nome de ‘laranjas’.

O Governo declarou que as quantias poderiam chegar a 6 Bilhões de dólares. Mas, como eles conseguiram chegar a esse número se o dinheiro é não declarado?

Talvez seja o preço das próximas eleições.

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Nota rápida 4


Assistindo ao Jornal da Band hoje, vi uma matéria sobre um ‘protesto’ em algumas capitais do país, o Dia Sem Imposto, que consiste em um acordo entre a organização do Dia Sem Imposto e proprietários de postos de gasolina que venderam no dia de hoje gasolina sem impostos. O preço da gasolina foi de R$ 1,25 no lugar dos altos R$ 2,49 em São Paulo. O dia de hoje foi escolhido por ser o 1° dia do ano em que o brasileiro trabalha apenas pra ele mesmo, pois de 1 de janeiro até ontem, todos nós trabalhamos apenas para pagar impostos (do ano todo se fossem cobrados apenas de uma vez).

Nos remédios, os impostos chegam a 35%. Nos refrigerantes chegam a 78%. Ainda bem que parei de tomar Coca-Cola.

Ao comentar a notícia, Joelmir Beting explicou o motivo da abissal diferença no preço da gasolina. Em 2001, governo de FHC, foi criada a CIDE. Seria para financiar gastos na melhoria das condições das estradas e ruas de todo o país.

Consciente dos gastos que ele próprio deve ter com a manutenção do seu carro, Beting disse que isso consiste num verdadeiro “estelionato fiscal”, já que parece que foi instalada no país a BuracoBrás, que eu temo um dia ser transformada em BuracoBrax pra poder ser privatizada.

Pra terminar, a nota sobre o inicio das discussões sobre a ‘Lei da Copa do Mundo’ no congresso. Tal lei, instaurada por MP, facilitaria gastos de cidades e estados nos investimentos para a Copa de 2010, além de liberá-las para se associarem à empresas privadas para a construção de estádios novos, podendo serem elas estrangeiras também. Como canta uma cantora popular brasileira, “E VAI ROLAR A FESTA, VAI ROLAR…”.

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