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Posts Tagged ‘ESTATAIS’

Sempre que debato sobre privatizações ouço argumentos a favor relatando a eficiência dos serviços privados, a falta de capital da estatal no período pré-entreguista, a falta de empenho dos servidores públicos e os investimentos injetados pelo setor privado depois de ganhar o direito de explorar um setor que antes era da nação, e não apenas de uma empresa/grupo.

O que eu sempre tento argumentar, e muitas vezes não sou compreendido, é que a privatização, seja ela qual for, acaba transferindo o controle de setores estratégicos e, é claro, lucrativos, para um grupo que, em quase na totalidade das situações, é estrangeiro.

Me canso de ouvir que isso não tem importância, pois o desenvolvimento trazido pela privatização nunca seria alcançado sem a privatização. Argumento, acredito eu, vazio, quando constatamos o tamanho desenvolvimento alcançado pela Petrobrás simplesmente abrindo seu capital, transformando-se em uma empresa de economia mista.

Hoje li um artigo, que posto abaixo, que trata dessa questão em âmbito internacional, relatando como se deu inicio a esse modelo e como teve grande apoio do império americano dentro de suas fronteiras, e por imposição a países economicamente fragilizados através de suas alianças e instituições sobre seu controle, como o FMI, fora delas.

Acredito que este artigo reforça meus argumentos, pois mostra como o governo americano concentrou os pontos estratégicos da nação norte americana na mãos de poucos, montando um sistema em que a riqueza produzida fosse controlada por parcela ínfima da população e os mais pobres recebessem apenas migalhas.

O que não se percebe aqui no Brasil, é que o sistema de privatizações adotado nos anos 90, além de reproduzir a concentração dos benefícios, acabou concentrando nas mãos de uma elite estrangeira, internacional, devido as ligações dos comandantes do poder daquela década com o setor econômico e financeiro internacional. No meu entendimento, um crime contra a nação. Um verdadeiro golpe da elite no povão.

Do Blog Engajarte:

Privatizações, a Pirataria Neoliberal

A privatização das estatais atingiram plenamente seus objetivos, há que se pensar em estratégia político econômica na sua gênese, concentrou propriedade, concentrou benefícios, distribuiu custos pela sociedade, isto é resultado de uma orientação política clara, com 100% de resultados atingidos.

Os políticos ou forças políticas da privatização tinham objetivos claros, nem podia ser diferente, e a situação atual reflete perfeitamente a diretriz e o êxito do programa.

Se alguém na época da privatização tinha outra expectativa, foi ingênuo, pois tudo isto foi alertado naquele momento.

O movimento iniciou nos governos Regan/Tacher, governos altamente conservadores, da direita dura, sua baliza era a tal da estratégia “pingadeira”, concentrar todos os benefícios na elite econômica, isenção de impostos, desregulamentação, privatização, e assim a concentração produziria excedentes financeiro que seriam reinvestidos gerando mais riqueza e lá no final pingaria alguma coisa para os setores mais baixos da sociedade.

O que resultou, óbvio, foi a super concentração de renda, mesmo nos EUA, país de vasta classe média, mudou a composição social, parecendo cada vez mais com um país de 3ºmundo, com concentração de riqueza e uma massa de pobres.

Este modelo foi forçado pelos EUA a todos os países que ele tinha influência, seja diretamente seja via FMI e Banco Mundial, principalmente depois do desaparecimento a União Soviética, pois, colocaram-se agressivamente disseminando um modelo único, na esteira do vácuo político ideológico que se seguiu ao fim da URSS.

A estratégia era assim, política, não de fundo “econômico”, e o que menos importava era a legalidade ou transparência, pois um processo de transferência de bens públicos para escolhidos privados, jamais poderia ser aberto, e assim foi em todos os países submetidos, desde Rússia oligarca até a Argentina Menemista.

Foi o maior processo de transferência de riqueza da história da humanidade, o que aconteceu no Brasil foi a mesma coisa, de vez em quando aparece alguma ponta obscura deste processo criminoso, e a sociedade Serra/Dantas na Flórida é isto.”

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