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Posts Tagged ‘MOVIMENTOS’


No sábado, 11 de Julho, estive na reunião dos estudantes universitários de Amparo no Clube A. E. Irapuã, organizada pela Comissão dos Estudantes de Amparo. Os estudantes tiveram a iniciativa de união e representação de seus interesses através da comissão para pleitearem junto à Prefeitura Municipal alguns pontos como o auxilio no custeio do transporte para cidades como Jaguariúna, Campinas, Bragança Paulista, Itatiba, e também para a faculdade de Amparo. Ao mesmo tempo, estudantes da Faculdade de Jaguariúna conseguiram alguns incentivos para os estudantes amparenses junto à diretoria da instituição, como desconto nas mensalidades, prorrogação do prazo para pagamento da mensalidade com desconto e prorrogação do prazo de rematrícula em quase 30 dias.

Sem julgar o mérito dos pedidos, precisamos reconhecer que a iniciativa é nobre e exemplar. A iniciativa envolve, no mínimo, 500 alunos de nível universitário que daqui a alguns anos estarão exercendo suas profissões em Amparo, trabalhando no desenvolvimento econômico e social da cidade.

A participação do Vereador Carlos Alberto, que para alguns pareceu oportunista, é exemplo a ser seguido pelos demais representantes eleitos para, no mínimo, participarem dos movimentos sociais da cidade, para que possam conhecer melhor quem paga os salários dos integrantes do legislativo, e mais importante que isso, conhecer as necessidades e aspirações de quem paga os mais altos impostos do mundo, mas que precisam brigar por um ‘auxílio’ do poder público para utilizarem o ensino privado, enquanto o poder público tem a obrigação de oferecer educação de qualidade para todos.

A mobilização é importante. A participação dos representantes da população é muito mais!

Os estudantes deram importante passo rumo à conscientização política para que saiam da inércia da ‘modinha’ do “não gosto de política!”. É claro que, quando os interesses dizem respeito ao bolso de cada um, a participação é maior, mas continuar pensando que unir-se por interesses pontuais e de importância pessoal, é pura burrice!

Quando pedimos a um prefeito que forneça transporte a todos os estudantes da cidade, que é rodeada por cidades que tem maiores e mais importantes instituições de ensino, já temos a certeza que essa é uma luta em vão, pois todos sabem da dificuldade financeira de cidades e estados, e o pior, todos sabem do ralo de dinheiro público que são as casas legislativas federais e estaduais, mas que ninguém protesta contra nada!

Outro dia li uma matéria na internet sobre os 10 maiores devedores de IPTU da cidade de São Paulo. Juntos devem mais de 500 milhões, dinheiro suficiente, segundo a Folha de S. Paulo, para acabar com o déficit de vagas em creches na cidade que é de 80.000 vagas, além de mais 12 hospitais.

Aí eu penso o que poderíamos fazer com 33 milhões ANUAIS (fonte http://www.transparencia.org.br) que gastamos com CADA UM dos 81 senadores? Será que não dava pra construir uma universidade por mês em cada estado? Será que dava para construir algumas centenas de hospitais por todo o Brasil? Será que dava pra fazer uma revolução na educação deste país?

Precisamos aprender a mexer na raiz do problema. Precisamos aprender, de uma vez por todas, a PROTESTAR E AGIR!

De que adianta lutar por ajuda no transporte, se não somos capazes de brigar para que deputados, senadores, vereadores atendam aos NOSSOS interesses? De que adianta brigar por desconto na faculdade se não somos capazes de brigar para que os assaltos ao dinheiro público acabem? De que adianta querer ensino de qualidade se você enche a boca pra falar: “não gosto de política!”. Viver é ser político, ou melhor, é ser politizado, pois político é uma palavra de nossa língua que anda desmoralizada demais. E ser politizado não é ter uma posição de esquerda ou de direita, mas sim ter interesse no que envolve a sua vida, é buscar informar-se para evoluir.

Plagiando o presidente Lula, nunca na história desse país, houve uma oportunidade tão grande como essa. Nunca a corrupção chegou a tal nível, e nunca a população esteve tão revoltada com os abusos dos senhores do privilégio. Está na hora da ação!

A mobilização dos estudantes deve continuar, mas deve evoluir. Não pode ficar presa apenas nos interesses do capital, pois as instituições de ensinos têm interesse sim na manutenção e aumento do volume de estudantes, mas deve dar passos a frente, na busca de conscientizar a letárgica classe estudantil de que a politização é o único meio de ação popular eficaz.

Precisamos aprender que nada cai no colo, sentado na frente da TV assistindo a novela, o futebol e o Jornal Nacional!

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Quando decidi escrever algo sobre o Senado, minha primeira atitude foi visitar o site do Senado Federal (www.senado.gov.br) e elaborar uma listagem dos nomes mais conhecidos e ‘respeitados’.

Pronto! Terminei a lista!

Pensei sobre o que já havia planejado fazer, comentar nome por nome para mostrar em detalhes o que nós, eleitores, podemos rejeitar nas próximas eleições. Antes de começar a escrever pensei também no que iria propor ao final do artigo, pois já que vamos tirar alguns do poder, temos que colocar outros. O texto travou… Apaguei a lista… Não adianta falar em rotação de poder enquanto o sistema eleitoral é a principal causa das grandes vergonhas de nossas casas legislativas. Vai ser 6 por meia-dúzia. Quem podemos colocar lá?

Dúvida cruel. E não é exagero! A grande maioria da nossa população vive com o insuficiente. Se não passa fome, tem dívida até o pescoço e vive iludido por uma mídia dominada por grandes parceiros da ditadura. A grande parcela politizada da classe média, incluindo a classe artística, assiste a tudo calada, anestesiada talvez por tanta sujeira e cara-de-pau sempre presente na classe política, em qualquer nível. O restante divide-se em poderosos, políticos ou não, que dominam nossas instituições municipais, estaduais e federais e uma pequena, mas muito persistente parcela da população tupiniquim consciente de tudo o que é preciso ser corrigido, mas ilhados por um país de dimensões continentais que tem sua capital no meio do nada, talvez para evitar que essa parcela da população consiga se unir.

Porém, o tempo tratou de corrigir um erro provocado por ‘visionários’ que enxergaram na construção de Brasília, um meio de afastar o povo do poder para que pudessem criar seus ‘bunkers’ secretos para orgias não tão secretas assim. O tempo trouxe a internet, a banda larga (de péssima qualidade), a tecnologia, e a divulgação de informação livre.

Muitos dos leitores de jornais e revistas, penso eu que a maioria, não tem idéia do que se passa pela rede hoje. Afirmo isso porque era um leitor apenas desse tipo de meio de divulgação de informação e quando me deparei com as realidades que transitam livremente pela internet, fiquei espantado! Consegui entender por que muitos dizem que os meios de comunicação deixaram de vender informação ao público e passaram a vender o público a seus anunciantes.

Com a facilidade e agilidade em publicar textos através de sites, blogs e outros, uma pequena parcela de barulhentos começaram e ser ouvidos. E quando você ouve uma verdade muito bem embasada, fica difícil de ignorar.

Você pode perguntar: o que de tão importante assim está sendo tratado por essas pessoas?

E eu respondo: muita sujeira! É preciso muito estômago!

Mas acredito que o mais importante não são os escândalos e sim a discussão pública e livre de temas que dizem respeito ao nosso país e ao futuro de nossas famílias.

E a discussão, divulgação, e debate público de informações realmente importantes têm um único caminho a ser percorrido, que levará aos tão desejados movimentos sociais, a ação! O Twitter, por exemplo, que conheci por pura curiosidade, mas que me mostrou ser excelente ferramenta de união de pensamentos comuns, e que a Veja tratou como a solidão virtual em sua capa de semana passada, está se tornando num poderoso meio de interação e união de pessoas com interesses e ideais comuns. Ao contrário da solidão, retratada pela semanal do Grupo Abril, o Twitter nas semanas passadas conseguiu unir pessoas em diferentes cidades no mesmo horário para protestar contra os desmandos do bigode mais odiado desse país, José Sarney.

BRASÍLIA, SÃO PAULO, RIO, CAMPINAS, BELO HORIZONTE, GOIÂNIA, JUIZ DE FORA, PORTO ALEGRE, CAMPO GRANDE, MANAUS, RECIFE, FLORIANÓPOLIS, NATAL, MACAPÁ.

Essas foram as cidades onde aconteceram protestos organizados pelo Twitter. Na grande mídia, nenhuma notícia. O que já era esperado, afinal receber milhões e milhões em investimentos publicitários deve ter um preço. Mas, mais uma vez, o único meio livre de divulgação de informação, a internet, teve papel fundamental na cobertura dos protestos, tanto que motivou entrevista no ‘Estadão’ com Marcelo Tas, que você pode conferir em http://marcelotas.blog.uol.com.br no arquivo do dia 07/07/2009. Quando perguntado sobre uma possível censura na internet, Tas afirmou: “Não dá. E isso é curioso, por conta do DNA da internet, que é descentralizado. É uma espécie de armadilha do destino para esses tiranos, mesmo na China. Lá, os ‘nerds’ conseguem driblar o firewall, a muralha digital chinesa. Não é todo mundo, mas um faz um buraquinho, outro faz outro e a muralha digital vai cair que nem a grande muralha. Você acha que os iranianos teriam tido condição de fazer a mobilização que fizeram sem o Twitter? Não dava. Eles não teriam tido a abrangência e a velocidade que conseguiram.”

A cobertura do protesto em Brasília você pode conferir em: http://bit.ly/f3Aee

Vale lembrar os protestos no Irã, onde o MUNDO soube em cerca de duas horas do assassinato de uma estudante protestante através do Twitter, o que foi o estopim de toda aquela manifestação social que estamos assistindo até hoje. Vale lembrar também que os blogs tiveram papel fundamental na divulgação de informação, já que a imprensa foi proibida de mencionar qualquer tipo de informação.

Está aí uma nova era, prepare-se…

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