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Posts Tagged ‘REFORMA POLÍTICA’

Mais um bom exemplo de como o voto em lista é maléfico à democracia.

O voto em lista já é utilizado para as eleições de senadores. Conseqüência?

Existem 10 senadores no exercício do cargo que, NÃO RECEBERAM VOTO NENHUM..!!

Eles normalmente financiam a campanha do titular que, por uma graça de Deus, são nomeados para cargos do governo federal ou estadual, deixando de bandeja uma cadeira no senado para seu suplente que foi eleito pela lista estabelecida pelo partido.

Esse é o voto em lista. Você quer isso?

Então fique esperto, por que está rolando no congresso uma proposta que quer estabelecer o voto em lista em todo o país já nas eleições de 2010!

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Essa semana está entrando em debate na Câmara dos Deputados uma pequena reforma política, que deve ser votada até o fim do primeiro semestre. A proposta tem dois objetivos: aprovar o financiamento público de campanha; e aprovar o voto em lista, já para as próximas eleições de 2010.

Existem notícias que atestam que uma grande maioria dos 513 deputados federais estaria disposta a aprovar a reforma, pois acreditam que o financiamento público vai favorecer candidatos que não tem poder econômico a ter uma verba mínima igualitária entre todos e que os mecanismos de fiscalização seriam favorecidos, o que tornaria o uso do caixa 2 ainda mais difícil. Os candidatos, porém, poderiam continuar a buscar financiadores privados desde que a doação seja declarada e legal.

O voto em lista, que é defendido principalmente pelos partidos políticos, traria maior identidade ideológica às coligações nas eleições, e dentro da Câmara dos Deputados se traduziria em bases e oposições formadas por ideais comuns e não por interesses políticos e acordos suspeitos, como acontece hoje.

Eu não acredito na existência de vontade popular nos votos em lista fechada, pois é um modelo perigoso, que privilegia vontades e interesses políticos partidários ao invés de defender ideologias e interesses populares. Os partidos defendem esse modelo, pois acreditam que sairão mais fortes nas próximas eleições, mas na atual situação política brasileira não acredito que caiba tal “luxo”. O voto em lista favorece as oligarquias políticas, estrangula o poder individual do cidadão que quer candidatar-se mas não concorda com as ideologias políticas de nenhum partido, e força o eleitor a eleger quem ele não conhece ou em quem ele discorda das ideologias ou conduta.

O voto não pode ser órfão! Por isso discordo também do atual modelo de eleição proporcional, que favorece os partidos que usam de “celebridades instantâneas” como puxadores de voto para velhas, quase jurássicas, figuras políticas. Favorece também os grandes partidos que tem mais espaço na mídia nacional, e desfavorece candidatos que tiveram grande número de votos, mas que pertencem a partidos que não obtiveram a votação mínima da cláusula de barreira.

Creio que um modelo de financiamento público associado a longos períodos para doações particulares via internet e que estabeleça um teto para grandes doações seria o ideal para uma melhora no cenário político nacional. O modelo atual propicia pequena quantidade de grandes doadores, quando o ideal é o contrário. Essa lógica precisa ser invertida, pois mais doadores de pequenos valores, teriam mais força política e de cobrança pelos interesses comuns. O candidato deve ser eleito pelo povo com financiamento popular, e não pelo privado onde ele desvia suas energias para atender interesses dos seus poucos financiadores.

Todo esse cenário atual favorece figuras como o Deputado Federal Sérgio Moraes (PTB-RS), aquele que “está se lixando” para a opinião pública, que diz coisas agradáveis como: “Até porque parte da opinião pública (eleitores) não acredita no que vocês (imprensa) escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege”. Este, aliás, foi financiado pelas empresas da indústria do cigarro CTA Continental Tabaco Alliance e a Alliance One Brasil Exportadora de Tabaco que doaram juntas R$ 72,5 mil, mais da metade dos R$ 121,1 mil que ele recebeu na corrida eleitoral de 2006. De quatro projetos de lei por ele apresentado, três foram para beneficiar agricultores de tabaco e, é lógico, os seus financiadores. Onde será que ele representa o povo?

Como dado extra, o Tribunal de Contas da União encontrou indícios de que 577 políticos eleitos, 3.791 mortos e 106.329 donos de veículos são beneficiados pelo “Bolsa Família”.

Que reforma política será capaz de sanear tais mazelas?

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